sexta-feira, 20 de maio de 2016

AUTARQUICAS MPD :  DAS LICÕES A APRENDER DAS 
  DISTRACÇÕES DE JANIRA HOPPFER ALMADA   …E DA DERROTA DO PAICV NAS LEGISLATIVAS ….
É mais do que evidente que estamos num contexto de embate político diverso das legislativas e pergunta-se porque fazer alusão a elas no contexto de pré-campanha autárquica. Trata-se de um contexto de concorrência política pré-eleitoral intra-partido. Porém, a verdade é que esta luta política é feita por pessoas, politicos ou candidatos a cargos políticos, supostamente supervisionada e capitaneada pela direcção do partido. Quando há cidadãos a pelejar pelo poder há riscos naquilo que se faz ou se diz em público, etc. Uma palavra em falso, um gesto infeliz, uma comparação despropositada pode ser a morte do artista e dos objectivos superiores do partido . Neste caso em particular, há o combate entre os pré-candidatos, supostamente com regras predefinidas e as recomendações do partido sobre a ética. Note-se que está mais que provado que recomendações são de difícil implementação e controlo.

O candidato Agostinho Lopes deu, atempadamente, sinais formais de preocupação pela falta de cumprimento das tais recomendações do partido para este período e, quiçá, alguma falta de decoro e lisura da parte dos colegas pré-candidatos. Convenhamos que atropelos aconteceram e continuarão a acontecer por imperativo das dificuldades de fiscalização e consequente “enforcement” (fazer valer as recomendações), missão quase impossível . Entretanto, em nosso entender, cada pré-candidato deve cumprir para poder exigir. Por outro lado, dizia, há outro combate e o mais relevante, o INTERPARTIDÁRIO, a saber, entre o PAICV e o MPD para ser mais preciso e é aí que reside o risco maior. Quem quer perder a Capital? O espetro de um desaire está sempre presente. Para o MpD seria um desastre completo, para alguns algo impensável. Porém, não há dúvidas. Se o MPD está em posição de vantagem, deve acautelar-se e assumir o comando deste processo e, eventualmente, não convocar os putativos candidatos para evitar que as rédeas caiam nos dentes, e possam acontecer surpresas desagradáveis. As armas permitidas no combate de terreno tem limites. Bem que o partido podia ter estabelecido regras outras que podiam não ser as sondagens com elemento fundamental de selecção. A decisão foi boa. Porém, poderá se facilmente desvirtuada se não houver preocupações com a sua eficácia. Na tese que a proliferação de pré-candidatos para as sondagens de um dia para o outro, sem fundamento convincente, poderá neutralizar aquilo que inicialmente se esperava com a utilização deste instrumento, ou seja, garantir a integridade do “peso especifico da preferência do eleitor “ como determinante, apesar dos outros critérios pré-estabelecidos. Ora bem, em se estreitando as margens entre os pré-candidatos este peso especifico diluir-se-á legitimando a preferência da maioria dos membros que decidem a nível do partido.  Poderemos estar a assitir à sobreposição de interesses outros em relação aos sagrados interesses do eleitorado. Caso houver desconfianças sobre a  transparência do processo por parte de um ou outro candidato, isso poderá despoletar acusações que só beneficiarão a oposição, com consequências imprevisíveis. A partir daí, os riscos transbordarão as fronteira intrapartidário passando para  o campo  interpartidário. Tudo aquilo que for insinuado, dito ou  feito pelos eventuais pré-candidatos, “desclassificados e feridos de morte “, serão utilizados pela oposição que irá descredibilizar o MPD. Aquando da legislativas,  JHA, quicçá por imaturidade política, distraiu-se, não deu valor a algumas frases, atitudes e posturas assumidas a quente durante a campanha, aconteceu o que todos sabemo. O facto de ter desvalorizado subiliminarmente a espinha dorsal e ideológica do partido, com a infeliz frase “PAICV não é um lar de idosos”, ou coisa parecida, custou-lhe imenso. A veterania abandono-a literalmente; JMN fez um tremendo compasso de espera  e quando entrou na campanha já era. Nem a “siridjada” desajeitada que fez à JHA, que em público serviu para salvar a nau, quando pensou ter tudo na mão, aconteceu o pior: tropeçou num “pastel com diabo dentro” , e caiu num prato de “canja de galinha”, tudo isso super bem explorado pela oposição (ooops!) . Muito cuidado, MPD! Perder a Capital por distração ou por manobras pouco claras está fora de questão!

É nesta lógica que a pré-candidatura de Agostinho Lopes se enquadra

PB

20 de Maio  de 2016        

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