segunda-feira, 16 de maio de 2016

OS MÍNIMOS OLIMPICOS PARA O PROXIMO PR DA CAMARA DA PRAIA
…DOS  EQUÍVOCOS E DAS AMBIÇÕES
Parte II
Na corrida à camara Municipal da Praia, quer queiramos quer não, há que ter em conta, sobretudo, os riscos inerentes a uma ou outra alternativa em presença. A política, enquanto arte de vender propostas de qualidade de vida aos cidadãos e à sociedade, tem dois actores fundamentais: o político, quem vende, e o cidadão eleitor, quem compra pelo voto. Aquele deverá certamente apresentar projectos estruturantes a médio e longo prazo, mas muitas vezes isto passa despercebido ao Zé do Povo, particularmente, o mais desfavorecido ou as muitas vítima dos “caçu bodis” que grassam por ai, sem controlo. Quer os políticos visionários e sonhadores que se estribam fundamentalmente em propostas de mega projectos, quer aqueles com vocação de “capitão de cabotagem“, os tais tecnocratas imediatistas, são ambos, no mínimo, perniciosos para a sociedade. Deve-se levar em conta que, por via de regra, o cidadão anónimo, é cada vez mais avesso a promessas demagógicas e populistas que subalternizem aspectos essenciais da vida quotidiana ou exigências com carimbo de urgência, que refletem políticas inclusivas. A vida está cada vez mais difícil em todos os aspectos e as pessoas precisam de respostas céleres e propostas equilibradas. A educação para a cidadania política, que induz capacidade crítica para interpelar os candidatos de molde a explicarem da justeza e seriedade das suas propostas, aprende-se com o tempo, e o tempo é o que não temos em abundância. O cidadão desprotegido e carente demonstra, cada vez mais, desapego para questões ideológicas puras. Porventura há razões de sobra para este comportamento. Estes eleitores já provaram que podem mudar de partido com a maior das facilidades. Por Isso, é mister que os partidos, neste caso o MpD, crie condições para que quem vier a ser selecionado tenha CAPITAL POLÍTICO suficiente para não comprometer os grandes desígnios do Partido e compreendê-los e não só. Importa impedir que as propostas dos partidos concorrentes tenham mais credenciais políticos e correr-se o risco de perder a cidade capital com as consequências gravosas daí advenientes. A cidade da Praia, capital de Cabo Verde, precisa de um Mayor que entenda destes riscos com a devida clareza e maturidade. Respeitabilidade é a palavra de ordem. Convenhámos, o detentor de um “brevê” de pilotagem de aviões ligeiros não estará em condições de pilotar um BOEING 707. O povo quer mais água, mais estradas, mais e melhores equipamentos urbanos, mais segurança, mais e melhor saneamento, habitação condigna, inclusão, enfim, quer mais CIDADE. Pode, até esperar até amanhã, mas não mais. Se isto é ou não razoável, são outros quinhentos. Correr grandes riscos hoje, com condutores políticamente inexperientes, embora detentores de competência técnica, está fora de questão. Gerir uma capital é tarefa política na sua essência e compete aos políticos de craveira assumir esta responsabilidade e isto requer pergaminhos outros.
É nesta lógica que a candidatura de Agostinho Lopes se enquadra.

PB 

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