
Parte II
Um jogo permanente de “ DAM, UM DABU, LONGAN LONGAU , BULIM BULIU, SIRIDJAN SIRIDJAU “. Enfim um jogo de cartas marcadas aplicável a todos os níveis infelizmente; conforta-nos os exemplos nobres da historia da humanidade, dotados de mais qualidades raras que nos mostraram que o caminho, é fazer da nossa prática aquilo que recomendamos aos outros. Aqueles continuarão a iluminar o nosso caminho e a ensinar-nos com o seu silencio; bem-haja que assim seja; hoje, falaremos dos comuns mortais como nós, que infelizmente constituem a maioria. Para quê olhar para nós mesmos, se outros o fazem por nós; para quê complicar a vida mais do que já está; temos mais que fazer . O que importa é ganhar o pão de cada dia, lutar ao lado ou contra aqueles que fazem a mesma coisa que fazemos no quotidiano, isto é: sobreviver, não facilitar, defender-nos da peçonha da concorrência, e da má-língua do povo. Dizia o outro : “o diabo, é que há uma fila infindável de filhos de parida nos observando enquanto nos entretemos a localizar, as pregas, as verrugas e os piolhos nos animais dos outros; ora aí é que está o “ PRABULÉMA”!: Será que me viram ontem quando distraidamente meti o dedo no nariz e fiz aquela bolinha? Se calhar vou ter de me cuidar um pouco mais . Concorrência? Quem gosta da concorrência? Não são os operadores e comerciantes que estão no mercado; se eles pudessem eliminariam “anteontem “ todas as empresas que hoje tentam reduzir o seu lucro . Clientes ? Os meus clientes são aqueles que me pagam; Os restantes, nem os quer ver e ponto final. Interessa-me sobremaneira aumentar os meus dividendos. Credores? Ora, devo, não nego, pagar... quando puder!; Morrer? que morra o meu pai que é mais velho; Na realidade se eu tenho estado a observar os outros, quiçá estes por seu turno devem estar a fazer a mesma a meu respeito. O que é que eles não terão visto nos últimos tempos a meu respeito e que eu nem dei conta? Ter-me-ia distraído uma ou outra vez, ou abusado da paciência e do tempo de alguém? Epá !!. Isto é de facto preocupante! Não vou entrar em pânico, há muita boa gente que já perdeu o juízo por menos que isso. Paranóia das perseguições? Nem pouco mais ou menos; Agora percebo a cara do vendedor de tecidos quando o cliente fez-lhe desmontar todas as prateleiras, para não comprar patavina, para depois displicentemente dirigir-se para porta e abandonar a loja sem dizer obrigado ; este logo a seguir volta-se e de rompante interpela o balconista: “ Ei oiça lá … filha da puta não! A resposta foi pronta :”mas meu amigo, eu não disse nada! .. Não disseste mas pensaste! Moral da história : Se eu parar e me observar de fora para dentro jogarei na antecipação, e retirarei aos outros o prazer de me chamarem aquilo que realmente mereço; porem quem sabe se não será um excelente exercício para aprender a ser filho de gente. OLHAR PARA MIM? UMA IDEIA A EXPLORAR.
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